Gerenciamento de identidade e acesso (IAM): o que é, como funciona e benefícios

Com tantas novas aplicações, contas e dispositivos espalhados pelos ambientes da empresa, controlar os acessos dos colaboradores tornou-se um desafio presente na rotina de qualquer time de TI. Afinal, cada novo colaborador, cada ferramenta adotada e cada integração cria mais um ponto que precisa ser validado e monitorado. 

Sem a organização adequada, é comum ver tudo isso se transformar em um cenário difícil de acompanhar. E é justamente nesse ponto que o gerenciamento de identidade e acesso (IAM) ganha espaço. 

No geral, a proposta é simples: criar um modelo claro para identificar usuários, definir permissões e registrar todas as interações relacionadas aos acessos. Mas o IAM vai muito além disso. 

Quer saber mais sobre o assunto? A seguir, você encontra informações valiosas sobre o que é o IAM, como ele funciona e por que sua adoção fortalece a operação da sua empresa.

Entenda tudo sobre os tópicos abaixo:

O que é o gerenciamento de identidade e acesso (IAM)?

O gerenciamento de identidade e acesso (também conhecido como IAM) é o conjunto de práticas, políticas e tecnologias que permite controlar quem são os usuários dentro da empresa e quais recursos cada um pode acessar. Em resumo, ele organiza todo o ciclo de vida desse fluxo: criação, autenticação, concessão de permissões, alterações e desativação de acessos.

Nesse sentido, a principal função do IAM é garantir que cada usuário tenha apenas os acessos necessários para executar as suas atividades. Ou seja, isso reduz riscos desnecessários, evita o uso indevido de credenciais e mantém comportamentos mais previsíveis dentro do ambiente corporativo. 

Para as equipes de TI, o IAM também facilita auditorias, padroniza os processos e ajuda a manter os sistemas alinhados às políticas internas de segurança da empresa.

Como o IAM funciona?

Na prática, o IAM funciona como uma camada centralizada de controle. Ele reúne todas informações das identidades, valida quem está tentando acessar um determinado recurso e determina se esse acesso é permitido ou não. 

Para que isso aconteça, o processo envolve três etapas principais:

  • Autenticação: aqui, o sistema confirma quem é o usuário. Isso pode ocorrer por senha, biometria, autenticação multifator (MFA), certificados ou chaves de segurança.
  • Autorização: depois de autenticado, o IAM verifica quais permissões esse usuário possui. Para esse processo, os modelos mais utilizados incluem o RBAC (perfis baseados em função) e o princípio do menor privilégio.
  • Registro e monitoramento: por fim, todas as ações relacionadas a esse acesso são registradas. São esses dados que apoiam auditorias e permitem a detecção de acessos fora do padrão.

Quais são os principais componentes do IAM?

Para que o IAM funcione de forma consistente, ele se apoia em um conjunto de componentes que trabalham juntos para validar os usuários, conceder permissões e registrar ações. Sendo assim, esses elementos formam a base operacional do IAM e ajudam as equipes de TI a manter o controle, a visibilidade e a segurança dos ambientes.

Entre os principais componentes do IAM estão:

Autenticação multifator (MFA)  

A autenticação multifator (MFA) é um componente responsável por adicionar camadas extras de verificação para confirmar a identidade do usuário. Logo, ao invés de depender apenas de senhas, o acesso exige fatores adicionais, como um código temporário no celular, biometria ou chaves de segurança.

Essa abordagem reduz o impacto de credenciais comprometidas, já que um invasor precisaria de mais de um elemento para concluir o login. Além disso, o MFA ajuda a atender requisitos de conformidade e reforça a proteção em acessos remotos, que são comuns em modelos híbridos ou 100% home office.

Single Sign-On (SSO) 

O Single Sign-On (SSO) permite que o usuário acesse diversos sistemas utilizando um único login. Na prática, ele autentica a identidade uma só vez e, a partir disso, libera o acesso a outras aplicações conectadas sem a necessidade de novos logins.

Essa integração simplifica o uso diário das ferramentas, reduz a frequência de chamados de suporte relacionados a senhas (especialmente em times maiores) e permite que o time de TI tenha maior controle sobre os pontos de autenticação. 

Controle de acesso baseado em funções (RBAC)

Já o controle de acesso baseado em funções (ou RBAC) organiza permissões a partir dos níveis de senioridade e/ou funções desempenhadas por cada usuário na empresa. Assim, a equipe define perfis padronizados, como “Analista”, “Gestor”, “Financeiro” ou “Suporte”, por exemplo.

Monitoramento e auditoria de acessos

O monitoramento e a auditoria são as principais etapas no acompanhamento do uso das contas. Aqui, o IAM registra logins, tentativas de acesso, alterações de permissão e qualquer atividade relacionada aos usuários.

Nesse cenário, esses registros ajudam o time a identificar comportamentos fora do padrão, a atender requisitos de conformidade e a investigar incidentes de segurança. A partir disso, a empresa mantém uma visão mais transparente sobre o uso dos sistemas e pode agir rapidamente quando necessário.

As vantagens do IAM para as empresas

Com diversos usuários, sistemas e integrações circulando ao mesmo tempo, o IAM ajuda o time de TI a manter um ambiente mais organizado e seguro. Ele simplifica o controle de acessos, reduz ajustes manuais e traz mais previsibilidade ao trabalho das equipes. 

A seguir, veja quais são os principais benefícios do IAM para as empresas.

  • Maior segurança digital e proteção contra ataques;
  • Conformidade com normas como LGPD e GDPR;
  • Redução de custos operacionais e automação de acessos;

Como implementar um sistema IAM eficiente?

A implementação de IAM funciona melhor quando há um alinhamento entre os times de TI, segurança e áreas de negócio. A partir disso, o foco é criar políticas claras, integrar os sistemas e garantir que o processo seja simples para os usuários.

Nesse cenário, entre os principais desafios para a adoção de um sistema IAM estão o mapeamento de identidades e de aplicações já existentes, a integração com sistemas legados, a definição de políticas de acesso e governança, o engajamento dos usuários e a gestão de investimentos.

Logo, para que tudo ocorra bem, a adoção do IAM costuma começar pelo mapeamento de contas e sistemas, seguido da definição de objetivos e políticas de acesso. 

Na sequência, vem a escolha das ferramentas adequadas, junto com um piloto inicial para validar fluxos e integrações. Depois disso, as equipes avançam para as automações de criação e remoção de acessos, configuram monitoramento always on e expandem gradualmente o uso do IAM para todo o ambiente.

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